Estudo brasileiro aponta que 48,8% do custo médio do paciente hospitalizado com superbactéria (KPC) está concentrado no período de infecção; soluções de higienização em ambientes de saúde ajudam a reduzir esse impacto econômico.
No ambiente hospitalar, limpeza é sinônimo de saúde. Apesar de demandar altos investimentos com a contratação da equipe médica adequada e a aquisição de equipamentos e insumos, as exigências para o bom funcionamento das instituições de saúde vão muito além do que os olhos podem ver. Quando o assunto permeia os impactos de vírus e bactérias, todo cuidado é pouco, não é à toa que as infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras) são uma preocupação global.
Principais pontos deste conteúdo
- Infecções hospitalares respondem por 14% das internações no Brasil e custam, em média, US$ 4.135,15 por paciente com KPC, com 48,8% do custo concentrado na fase ativa da infecção.
- Bactérias multirresistentes geram carga econômica global superior a US$ 45 bilhões anuais, tornando a prevenção por limpeza adequada uma decisão financeira e assistencial.
- Tecnologias como o HyperDryMist reduzem até 77% dos casos de infecção por Clostridium difficile e geram economias comprovadas de mais de 1 milhão de euros em um único surto.
- A qualidade da limpeza hospitalar depende de equipe especializada, treinamento contínuo, supervisão técnica e uso de protocolos alinhados à ANVISA e à OMS.
- A terceirização da limpeza hospitalar transfere recrutamento, treinamento e encargos trabalhistas, gerando agilidade e redução de custos para a instituição contratante.
O peso das infecções hospitalares
Atualmente, pelo menos 700 mil pessoas morrem a cada ano devido a doenças resistentes a medicamentos, incluindo 230 mil pessoas que perdem a vida por tuberculose multirresistente, segundo estudo encomendado pelo governo britânico. No Brasil, estima-se que a taxa de infecções hospitalares (IH) atinja 14% das internações, de acordo com o Ministério da Saúde.
Dados do setor
No Brasil, a taxa de infecções hospitalares chega a 14% das internações (Ministério da Saúde). No mundo, pelo menos 700 mil mortes anuais são atribuídas a doenças resistentes a medicamentos.
A capacidade de mutação das bactérias para vencer medicamentos desenvolvidos com a finalidade de matá-las já não é novidade. Assim como o uso de antibióticos exige cautela, outros recursos químicos, como desinfetantes de superfícies ou antissépticos, também precisam de cuidados na aplicação para frear a resistência microbiana e minimizar as chances de sobrevivência dos germes patogênicos em nosso meio.
A superbactéria KPC e seu custo real
Um exemplo de superbactéria é a Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), identificada pela primeira vez nos Estados Unidos, em 2000, que pode causar pneumonia e infecções sanguíneas, sendo capaz de evoluir para um quadro de infecção generalizada em feridas cirúrgicas. A transmissão ocorre em ambientes hospitalares pelo contato com secreções do paciente infectado, desde que não sejam respeitadas normas de desinfecção e higiene.
Exigência normativa
A transmissão da KPC ocorre por falha nos protocolos de desinfecção e higiene. As normas da ANVISA e da OMS determinam procedimentos obrigatórios de limpeza terminal e concorrente em ambientes de assistência à saúde.
A carga econômica anual direta e indireta ocasionada por bactérias multirresistentes é de mais de US$ 45 bilhões, segundo estudo publicado na França, em 2012. O alto custo no tratamento e as elevadas taxas de mortalidade relacionadas a KPC tornam essa infecção um problema relevante de saúde.
Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), divulgado no Einstein (São Paulo), publicação oficial de divulgação científica do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, apontou que o custo médio durante a internação foi de US$ 4.135,15 por paciente, dos quais 48,8% foram incorridos durante a infecção, 28,3% antes da infecção e 22,95% após a infecção. Conforme estimado, os custos aumentaram em pelo menos 72% dos casos durante a infecção, comparando-se aos outros períodos. Os valores considerados foram calculados em dólares americanos (US$), com a referência de US$ 1 para R$ 3,20.
Segundo a pesquisa, significativa percentagem das despesas totais (59,5%) custearam medicamentos antimicrobianos de uso sistêmico durante a internação, mas esse número corresponde a apenas 7,1% das drogas administradas. Os antimicrobianos de uso sistêmico durante a infecção representam 41,2% dos custos totais, o que mostra a importância de programas para seu uso racional.
Com o objetivo de examinar o impacto econômico do tratamento de pacientes infectados com KPC, o estudo foi realizado no Hospital Universitário de Santa Maria, em Santa Maria (RS), entre março de 2016 e dezembro de 2017, e analisou um total de 120 pacientes hospitalizados.
Tecnologia de limpeza como fator de redução de custos
Existem diversas medidas para reduzir a taxa de IH. A simples implantação da prática de lavagem de mãos como atitude para enfermeiros e médicos é uma efetiva iniciativa para controlar as IH. No entanto, as práticas de limpeza/desinfecção são indispensáveis para atingir os índices admitidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para isso, nada melhor do que contar com a ajuda da tecnologia.
Atualmente, existem equipamentos que desinfectam uniformemente todo ambiente de saúde, como o HyperDryMist, que tem se mostrado altamente eficaz em reduzir a pressão de colonização dos microrganismos, diminuindo novos casos de colonização e infecção, bem como custos hospitalares.
Exemplo prático
Em Lodi, Itália, um estudo conduzido com o HyperDryMist durante surto por Clostridium difficile registrou redução de 77% nos casos de infecção e economia de 1,49 milhão de euros em dez meses. O tempo de entrega do leito caiu 50%.
Um estudo com essa tecnologia conduzido em Lodi, na Itália, mostrou a eficiência do HyperDryMist em um surto por Clostridium Difficile (CD). Na Europa uma única infecção por CD custa 9.000 euros. Durante os dez meses de estudo com o equipamento, observou-se redução de 77% dos casos de infecção por CD, bem como economia de 1.490.000 euros com redução total no tempo de execução e entrega do leito em 50%.
Muitas espécies bacterianas, assim como alguns tipos de vírus e fungos, são capazes de sobreviver no ambiente de cuidado ao paciente por longo período. “Quando as técnicas de limpeza/desinfecção não são aplicadas de maneira adequada, é gerada uma chance de sobrevivência para àquele microrganismo, que em situações favoráveis poderá duplicar sua população. Isso significa que, apesar de haver protocolos bem descritos para a limpeza terminal, sua execução é falha”, explica Carlos Guimarães, presidente da Guima Conseco.
Apesar de muitas vezes na entrega um ambiente parecer visualmente limpo, os microrganismos são invisíveis a olho nu. Por isso, é interessante que a limpeza hospitalar seja realizada com auxílio tecnológico. O HyperDryMist, por exemplo, eliminá 99,9999% de qualquer tipo de organismo. “A tecnologia serve para suprir nossas necessidades e superar nossas incompetências”, conclui Carlos Guimarães.
Experiência e gestão que geram economia
Além da tecnologia, existem outras maneiras e estratégias de gestão para obter qualidade na desinfecção hospitalar e diminuir os índices de infecção no ambiente de saúde, que exigem o trabalho de equipes não só experientes, mas também preparadas para o tratamento de especificações e áreas críticas.
Recomendação técnica
Para limpeza hospitalar de alto padrão, a equipe deve atuar sob supervisão de enfermeiros, seguir as normas da ANVISA, OMS, acreditações e certificações aplicáveis, combinando treinamento contínuo com uso de tecnologia adequada.
“Para que a limpeza técnica hospitalar seja realizada com o mais alto padrão de qualidade, é necessário que a empresa conte com as melhores tecnologias, além de uma equipe especializada que atue sob a supervisão de enfermeiros, seguindo rigorosamente as normas dos órgãos reguladores e da OMS, das acreditações e das certificações”, explica o presidente da Guima Conseco.
Carlos Guimarães revela que, na Guima Conseco, todo o processo de seleção dos colaboradores alocados em contratos é feito por uma equipe de recursos humanos experiente, cujo objetivo é alocar e substituir recursos de forma rápida, eficaz e garantida. “Também desenvolvemos programas de competências, que transformam comportamentos e aprimoram habilidades”.
O recrutamento e a seleção de colaboradores para a limpeza hospitalar ficam a cargo da empresa terceirizada, trazendo ao contratante a vantagem de poupar tempo e dinheiro com processos seletivos. Além disso, o treinamento e os direitos dos trabalhadores também são de responsabilidade da terceirizada.
“Por motivos como esses, os serviços terceirizados de limpeza garantem agilidade e reduções de custos para as instituições de saúde. A economia gerada pode ser percebida durante o orçamento anual da contratante, trazendo a possibilidade de investimentos em melhorias para a unidade”, conclui.