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Como criar um plano de manutenção preventiva em instalações

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Como criar um plano de manutenção preventiva em instalações
Índice do Conteúdo

Um plano de manutenção preventiva é essencial para gestores de instalações que enfrentam diariamente o desafio de manter prédios corporativos seguros, funcionais e financeiramente eficientes. Problemas em sistemas essenciais, como elétrica, hidráulica ou na própria estruturá física, impactam não apenas o desempenho do edifício, mas também a produtividade das equipes e a reputação da organização.

Nesse contexto, esse tipo de manutenção deixa de ser uma simples atividade operacional e passa a atuar como uma ferramenta estratégica da gestão de facilities.

Quando bem planejado, o plano organiza rotinas, antecipa riscos e otimiza recursos, garantindo que o ambiente corporativo funcione de forma contínua, segura e eficiente.

A seguir, apresentamos como estruturá-lo com base em boas práticas, normas técnicas e análises de desempenho, promovendo maior eficiência e previsibilidade à operação predial.

Principais pontos deste conteúdo

  • Um plano de manutenção preventiva organiza ações programadas por ativo predial, antecipando falhas antes que comprometam a operação e a segurança do prédio.
  • Programas estruturados reduzem até 30% dos custos operacionais (FEMP) e diminuem em até 40% os chamados emergenciais (IFMA).
  • As etapas essenciais são mapeamento de ativos, definição de atividades e periodicidade, cronograma, checklists padronizados e revisão contínua com base em indicadores.
  • O plano deve estar alinhado a NBR 5674, NBR 14037, NR-9 e NR-10, com indicadores como MTBF, MTTR e taxa de cumprimento do cronograma para medir resultados.
  • Terceirizar a gestão de manutenção predial para uma empresa especializada garante conformidade normativa, rastreabilidade das ações e liberação da equipe interna para as atividades-fim.

O que é plano de manutenção preventiva e para que serve

img1 - Como criar um plano de manutenção preventiva em instalações

O plano de manutenção preventiva é um documento estruturado que organiza todas as ações programadas para garantir o desempenho ideal dos sistemas e ativos prediais, como estruturas, instalações elétricas, hidráulicas, de climatização e acabamentos.

Ele existe para evitar falhas antes que aconteçam, proteger a integridade operacional das instalações e assegurar que o ambiente corporativo permaneça seguro, funcional e confortável para colaboradores e visitantes. Entre seus objetivos mais importantes estão: estender a vida útil dos ativos prediais, reduzir custos com manutenções corretivas, garantir conformidade com normas regulamentadoras e mitigar riscos que podem comprometer a continuidade da operação do prédio.

Definição

Ativo predial é qualquer componente que contribui para a funcionalidade ou segurança de uma edificação: estruturas, fachadas, telhados, instalações elétricas e hidráulicas, sistemas de climatização, dispositivos de segurança e acabamentos. O plano de manutenção preventiva abrange todos eles.

Diferença entre manutenção preventiva, corretiva e preditiva

Na manutenção predial, cada abordagem tem um papel específico na conservação dos ativos do prédio.

A manutenção preventiva é planejada e realizada antes que problemas surjam, seguindo cronogramas e boas práticas. Ela garante a preservação de estruturas, fachadas, telhados e instalações elétricas e hidráulicas, evitando falhas inesperadas.

A manutenção corretiva ocorre quando algum componente já apresenta desgaste ou falha, exigindo reparo imediato. Esse tipo de intervenção costuma gerar custos mais altos e pode comprometer temporariamente a operação do prédio.

Já a manutenção preditiva baseia-se em inspeções e análises periódicas para identificar sinais de desgaste antes que se tornem problemas graves, permitindo ações mais precisas e planejadas. Combinadas de forma estratégica, essas práticas ajudam a proteger o patrimônio, reduzir custos e manter o prédio seguro, funcional e eficiente.

Principais benefícios para empresas e instalações

Um plano de manutenção preventiva predial bem estruturado traz ganhos concretos para a organização e para a preservação dos ativos do prédio.

Estudos internacionais evidenciam que edifícios que priorizam a manutenção preventiva de estruturas, fachadas, telhados, acabamentos, sistemas elétricos e hidráulicos registram redução significativa de custos com reparos emergenciais e menores riscos de falhas inesperadas. Por exemplo, de acordo com o Federal Energy Management Program (FEMP), programas estruturados de manutenção preventiva podem reduzir até 30% dos custos operacionais. Adicionalmente, dados da International Facility Management Association (IFMA) mostram que esse cuidado diminui em até 40% os chamados emergenciais.

Além disso, a previsibilidade das intervenções permite uma gestão de orçamento mais eficiente, prolonga a vida útil dos ativos e reduz incidentes que impactam a segurança das pessoas e a operação do prédio. Para o gestor, isso se traduz em menos urgências, maior controle das prioridades e a construção de um ambiente corporativo seguro, funcional e confiável.

Dados do setor

Segundo o FEMP (Federal Energy Management Program), programas estruturados de manutenção preventiva reduzem até 30% dos custos operacionais. A IFMA (International Facility Management Association) aponta queda de ate 40% nos chamados emergenciais em instalações com plano ativo.

Etapas para montar um plano de manutenção preventiva eficaz

Para que o plano de manutenção predial realmente gere impacto, ele deve seguir etapas que garantam organização, padronização e rastreabilidade das ações.

O primeiro passo é o mapeamento completo dos ativos do prédio, como estruturas, fachadas, telhados, sistemas de climatização, instalações elétricas e hidráulicas.

Com isso, o gestor de manutenção predial define as atividades necessárias para cada ativo e determina a periodicidade de execução, considerando normas técnicas, boas práticas e histórico de desempenho dos elementos prediais.

A criação de um cronograma permite que a equipe visualize responsabilidades, janelas de manutenção e integração com outras rotinas do prédio. Checklists detalhados ajudam a assegurar que cada inspeção ou intervenção siga um padrão técnico, evitando que atividades sejam negligenciadas. Por fim, o acompanhamento contínuo e a revisão periódica do plano garantem que ele evolua conforme novas demandas surgem, novos ativos prediais são incorporados ou indicadores de desempenho mostram necessidade de ajustes.

Recomendação técnica

Inicie o mapeamento pelos ativos de maior criticidade operacional: painéis elétricos, bombas hidráulicas e sistemas de climatização. Uma falha nesses equipamentos paralisa imediatamente a operação e gera custos emergenciais elevados.

Ferramentas para planejar e monitorar a execução do plano

img2 1 - Como criar um plano de manutenção preventiva em instalações

A tecnologia é hoje a melhor aliada da gestão de facilities. Softwares de gestão de manutenção e plataformas digitais possibilitam controlar prazos, armazenar históricos, gerar alertas e automatizar ordens de serviço.

Essa digitalização amplia a rastreabilidade das ações e permite análises que facilitam decisões estratégicas, minimizam falhas e sistematizam as revisões.

Quais são os indicadores de um bom plano de manutenção

Mensurar resultados é essencial para comprovar a eficácia do plano de manutenção predial e justificar investimentos. Os ativos prediais incluem todos os componentes que garantem a funcionalidade e segurança do prédio, como estruturas, fachadas, telhados, instalações elétricas e hidráulicas, sistemas de climatização, áreas comuns, acabamentos e dispositivos de segurança.

Entre os principais indicadores estão o MTBF (tempo médio entre falhas), que mede a confiabilidade desses ativos, e o MTTR (tempo médio de reparo), que avalia a agilidade na execução das intervenções. A taxa de cumprimento do cronograma indica disciplina na rotina de manutenção, enquanto o índice de disponibilidade dos ativos prediais reflete a capacidade da infraestrutura de sustentar o uso do prédio sem interrupções. Esses indicadores permitem identificar oportunidades de melhoria, tornando a manutenção predial um processo orientado por dados, e não somente com base em percepções ou urgências.

Normas e requisitos técnicos para manutenção preventiva

Todo plano de manutenção deve estar alinhado às normas da ABNT e às regulamentações de segurança estabelecidas por órgãos como CREA e Ministério do Trabalho.

Esse alinhamento evita passivos legais e garante que as operações sigam padrões técnicos reconhecidos nacionalmente.

Normas específicas orientam desde a manutenção predial até a segurança das instalações elétricas, exigindo que o gestor conduza as equipes com responsabilização técnica adequada.

Principais NBRs e regulamentações aplicáveis

A NBR 5674 estabelecê critérios para manutenção de edificações, definindo requisitos para planejamento, documentação e execução. A NBR 14037 orienta sobre manuais de uso, operação e manutenção, assegurando que as informações dos ativos sejam organizadas e acessíveis.

Também se destacam normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, como a NR-9, que aborda riscos ambientais e saúde ocupacional, e a NR-10, indispensável para garantir segurança em intervenções elétricas. O cumprimento dessas normas fortalece o plano e protege a organização contra não conformidades.

Quais as documentações exigidas por auditorias?

Auditorias internas e externas exigem comprovação da execução das rotinas de manutenção preventiva. Por isso, todos os registros precisam estar organizados, atualizados e padronizados.

Ordens de serviço concluídas, histórico de intervenções, relatórios técnicos e cronogramas são elementos essenciais para demonstrar que a empresa atua de forma responsável e transparente no cuidado com sua infraestrutura.

Manutenção Predial

Garanta a conformidade e a continuidade operacional do seu prédio com um plano de manutenção estruturado

img3 - Como criar um plano de manutenção preventiva em instalações

A Guima Conseco oferece soluções completas de manutenção predial e gestão de facilities, com foco em segurança, qualidade e eficiência operacional.

A empresa atua em manutenção civil, elétrica, hidráulica e de climatização, garantindo que todas as instalações do prédio sejam conservadas, seguras e funcionais.

Com uma equipe qualificada e processos alinhados às normas e boas práticas do setor, a Guima ajuda gestores a manter controle, previsibilidade e confiabilidade das instalações, apoiando cada etapa do plano de manutenção preventiva e fortalecendo a continuidade e eficiência operacional do prédio.

Perguntas frequentes

O que deve conter um plano de manutenção preventiva?
Um plano de manutenção preventiva deve incluir o inventário completo dos ativos prediais, as atividades programadas para cada um deles, a periodicidade de execução, os responsáveis técnicos, os checklists de inspeção, o cronograma anual e os indicadores de acompanhamento (MTBF, MTTR e taxa de cumprimento). A documentação de cada intervenção realizada também é parte indispensável do plano.
Com que frequência o plano de manutenção deve ser revisado?
Recomenda-se revisão anual obrigatória, além de atualizações sempre que novos ativos forem incorporados ao prédio, quando indicadores mostrarem desvios recorrentes ou após ocorrências que exigiram manutenção corretiva não prevista. Isso garante que o plano permaneça aderente à realidade das instalações.
Qual a diferença entre manutenção preventiva e preditiva?
A manutenção preventiva segue um cronograma fixo, com intervalos definidos por normas ou pelo fabricante do equipamento, independentemente do estado atual do ativo. A preditiva usa inspeções e análises (termografia, vibração, análise de óleo) para identificar sinais de desgaste e agir apenas quando o dado aponta necessidade real, reduzindo intervenções desnecessárias.
Quais normas técnicas regulam a manutenção predial no Brasil?
As principais são a NBR 5674 (manutenção de edificações), que define requisitos para planejamento e execução, e a NBR 14037 (manual de uso, operação e manutenção). Além delas, as normas regulamentadoras NR-9 (riscos ambientais) e NR-10 (segurança em instalações elétricas) são obrigatórias para as equipes que realizam as intervenções.
É possível terceirizar o plano de manutenção preventiva?
Sim. Empresas especializadas em facilities, como a Guima Conseco, assumem a gestão completa ou parcial do plano: desde o levantamento dos ativos e a elaboração do cronograma até a execução das rotinas e a entrega de relatórios técnicos. Isso libera a equipe interna para focar nas atividades-fim da organização.
Quais documentos são exigidos em auditorias de manutenção?
Auditorias costumam requerer ordens de serviço concluídas com data e assinatura do responsável técnico, histórico de intervenções por ativo, relatórios de inspeção periódica, cronograma atualizado e registros fotográficos quando aplicável. Manter esses documentos organizados e de fácil acesso é parte da conformidade com a NBR 5674.
Como medir se o plano de manutenção preventiva está funcionando?
Os principais indicadores são o MTBF (tempo médio entre falhas, que deve crescer), o MTTR (tempo médio de reparo, que deve cair), a taxa de cumprimento do cronograma (meta acima de 90%) e o índice de disponibilidade dos ativos prediais. A redução de chamados emergenciais ao longo do tempo é o sinal mais direto de que o plano está gerando resultado.

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