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Riscos do trabalho em altura: evitando acidentes

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Riscos do trabalho em altura: evitando acidentes
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O trabalho em altura é uma realidade presente em diversos setores, seja na indústria ou na construção civil, e representa um desafio constante para a segurança ocupacional. A execução de tarefas em locais elevados acarreta uma série de riscos significativos, que podem resultar em acidentes graves e até fatais.

Nesse contexto, a prevenção e a mitigação dos riscos do trabalho em altura se tornam fundamentais para preservar a integridade física e a saúde dos colaboradores.

Principais pontos deste conteúdo

  • Quedas de altura respondem por cerca de 40% dos acidentes de trabalho anuais no Brasil, com 74% de fatalidade na construção civil.
  • A NR-35 exige treinamento mínimo de 8 horas, Análise de Risco antes de cada tarefa e uso de cinto paraquedista com CA válido.
  • 80% dos acidentes em altura ocorrem por falta de uso de EPIs; inspeção e capacitação contínua são a principal linha de defesa.
  • Além da NR-35, aplicá-se conjunto normativo composto por NR-6, NR-7, NR-9 e NR-18, cobrindo EPIs, saúde ocupacional e construção civil.
  • Promover cultura de segurança com comunicação aberta, treinamento recorrente e responsabilidade coletiva reduz riscos e protege colaboradores e a operação.

O que é trabalho em altura?

O que é trabalho em altura?

O trabalho em altura é definido como qualquer atividade realizada em locais elevados, ou seja, que exija que o profissional esteja a uma distância considerável do solo, onde há risco de queda que possa causar lesões ou danos à saúde do colaborador.

Isso pode incluir trabalhos em andaimes, escadas, plataformas, telhados, torres, estruturas metálicas, entre outros ambientes elevados.

Definição

Pela NR-35, considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,0 metros do nível inferior, onde haja risco de queda. Abaixo dessa cota, as regras gerais de segurança continuam valendo, mas as exigências específicas da NR-35 não se aplicam.

Contextos e ambientes mais comuns para trabalho em altura

O trabalho em altura pode ocorrer em uma variedade de contextos e ambientes, alguns dos quais são mais comuns do que outros. Entre os mais frequentes estão:

  • Construção civil: manutenção e reparos em telhados, pintura de fachadas e outras atividades relacionadas à manutenção de edifícios altos.
  • Indústria de energia: instalação e manutenção de linhas de transmissão, turbinas eólicas, torres de energia e outras infraestruturas relacionadas à produção de energia.
  • Telecomunicações: instalação, manutenção e reparo em antenas, torres de comunicação e cabos de telecomunicações.
  • Setor de logística e armazenamento.
  • Manutenção e reparo de equipamentos industriais complexos.
  • Setor de serviços públicos: manutenção e inspeção de postes de energia, linhas de distribuição e outras infraestruturas relacionadas aos serviços públicos.

Entendendo as normas regulamentadoras

No Brasil, algumas legislações e normas regulamentadoras visam assegurar isso. Além da Norma Regulamentadora NR-35, que estabelecê os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução a fim de garantir a segurança e a saúde dos colaboradores envolvidos direta ou indiretamente com essa atividade, existem outras que devem ser observadas com atenção.

A NR-18, que traz diretrizes de segurança e saúde na indústria da construção, e a NR-6, que tratá do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), incluem aspectos relacionados ao trabalho em altura.

Além disso, a obrigatoriedade de elaboração e implementação de Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), visando promover e preservar a saúde dos colaboradores, é estabelecida pela NR-7. Já no que diz respeito a riscos ambientais, a NR-9 aborda a necessidade de um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).

Principais riscos associados ao trabalho em altura

Principais riscos associados ao trabalho em altura

As demandas peculiares desse tipo de trabalho acarretam uma ampla gama de perigos potenciais, desde quedas até condições ambientais adversas, o que representa uma ameaça significativa à integridade física dos profissionais envolvidos.

Quedas de diferentes alturas

As quedas de diferentes alturas representam um dos riscos mais graves associados ao trabalho em altura, com potencial para causar lesões graves e até fatais. Essas quedas podem ser classificadas em três categorias principais: quedas de baixa altura (geralmente abaixo de dois metros), quedas de altura média (entre dois e quatro metros) e quedas de grande altura (superiores a quatro metros). A altura da queda está diretamente relacionada à gravidade das lesões resultantes.

Vários fatores contribuem para quedas em ambientes de trabalho elevados: falta de proteção adequada, superfícies escorregadias, condições climáticas adversas, instabilidade estrutural, negligência na utilização de equipamentos de segurança e falhas no treinamento adequado dos colaboradores.

As consequências das quedas podem variar conforme o cenário em que ocorrem. Em quedas de baixa altura, podem ocorrer lesões como entorses, fraturas e contusões, que, embora possam ser menos graves, ainda exigem atenção médica e podem resultar em tempo de inatividade significativo.

Quedas de altura média podem resultar em lesões mais graves, como fraturas múltiplas, lesões na coluna vertebral e traumatismos cranianos, que podem ter efeitos duradouros na saúde e na capacidade de trabalho do indivíduo. Já as quedas de grande altura geralmente resultam em lesões catastróficas, como fraturas expostas e lesões internas graves, podendo em muitos casos levar à morte.

Dados do setor

Segundo estudo publicado pela Revista Proteção com base em dados do Ministério do Trabalho, quedas de altura correspondem a aproximadamente 40% de todos os acidentes de trabalho registrados anualmente no Brasil. Na construção civil, 74% dessas quedas resultam em fatalidade. Dos acidentes, 80% ocorrem por falta de uso de EPIs e 20% por falhas nos próprios equipamentos.

Queda de objetos

No trabalho em altura, o risco de objetos em queda é uma preocupação crítica e representa uma ameaça significativa à segurança dos colaboradores e de outras pessoas no local.

Esse risco pode surgir de diferentes situações, incluindo operações de elevação de carga, armazenamento inadequado de materiais, ferramentas mal fixadas, descuido na manipulação de objetos e falta de barreiras de proteção adequadas.

As consequências têm o potencial de serem graves, incluindo lesões sérias, fraturas, ferimentos na cabeça e no corpo, e até mesmo fatalidades, tanto para os colaboradores envolvidos quanto para qualquer pessoa presente no local. Além disso, os objetos em queda podem levar a perdas financeiras significativas para a empresa e a interrupções nas operações.

Falhas em equipamentos

As falhas de equipamentos no trabalho em altura constituem uma das preocupações mais prementes em ambientes elevados. Elas ocorrem por manutenção inadequada, desgaste excessivo, uso impróprio, danos estruturais, problemas de fabricação e condições ambientais adversas.

Assim como nas outras modalidades de acidentes em altura, os riscos e as consequências podem variar, dependendo da gravidade do acidente. Por isso, todo cuidado é pouco.

Condições climáticas adversas

As condições climáticas adversas, como ventos fortes, chuvas intensas, neve, granizo, trovões, relâmpagos e temperaturas extremas, representam um desafio significativo no trabalho em altura.

Por comprometerem a estabilidade das estruturas, reduzirem a visibilidade, aumentarem o risco de escorregões e quedas, além de prejudicarem a eficácia dos equipamentos de segurança, elas representam riscos graves.

As condições climáticas adversas também afetam a saúde física e o bem-estar dos colaboradores, levando a casos de exaustão, insolação, hipotermia e outros problemas de saúde relacionados.

Para diminuir os riscos associados a esses fatores ambientais, é necessário monitorar regularmente as previsões meteorológicas, interromper as operações em situações de risco iminente, implementar medidas de proteção adicionais (como o uso de barreiras de vento e guarda-corpos) e fornecer treinamento adequado sobre como lidar com condições climáticas extremas.

A utilização de equipamentos de proteção individual adequados (por exemplo, roupas de proteção contra intempéries e calçados antiderrapantes) pode também ajudar a reduzir os efeitos desse tipo de circunstância.

Falta de capacitação e treinamento

O entendimento inadequado das práticas de segurança, do uso correto de equipamentos, dos procedimentos de emergência e das medidas de proteção no trabalho é um grande desafio.

Fora o perigo dos acidentes, a falta de confiança nas habilidades para realizar as tarefas de forma segura pode causar estresse e ansiedade nos colaboradores.

Medidas preventivas e equipamentos de segurança

Medidas preventivas e equipamentos de segurança

Para mitigar riscos, é necessário implementar boas práticas, programas regulares de manutenção preventiva, inspeções minuciosas de equipamentos e treinamento abrangente para os operadores, bem como usar dispositivos de segurança redundantes e de alta qualidade.

Além disso, a adoção de práticas de segurança e a criação de uma cultura de vigilância e responsabilidade em relação ao equipamento podem ajudar a reduzir o potencial de acidentes e garantir um ambiente de trabalho mais seguro e protegido para todos os envolvidos.

Uso do cinto de segurança tipo paraquedista

O cinto de segurança tipo paraquedista é um EPI crucial no trabalho em altura, projetado para proteger os colaboradores em caso de queda. Ele distribui a força do impacto por áreas mais extensas do corpo, reduzindo o risco de lesões graves.

Dica

Antes de cada uso, inspecione o cinto paraquedista verificando costuras, fivelas, argolas e talabarte. Qualquer sinal de desgaste, corte ou deformação exige substituição imediata. Nunca utilize equipamento vencido ou sem certificado de aprovação (CA) do Ministério do Trabalho.

Redes e sistemas de contenção

As redes e os sistemas de contenção são projetados para impedir a queda de objetos ou pessoas nos locais de trabalho em altura. Eles ajudam a proteger tanto os colaboradores quanto o ambiente circundante, minimizando os riscos de danos materiais e lesões graves.

Sistemas antiquedas

Os sistemas antiquedas, como os amortecedores de impacto e os sistemas de retenção, são implementados para prevenir quedas e reduzir a força do impacto em caso de ocorrência.

Eles são projetados para interromper uma queda antes que ela ocorra ou para reduzir a velocidade do colaborador em queda livre, minimizando assim o risco de lesões graves ou fatais.

Linhas de vida e ancoragem

As linhas de vida e os pontos de ancoragem são fundamentais para garantir a estabilidade e a segurança dos colaboradores em altura, permitindo que eles se movam com liberdade enquanto permanecem conectados a um ponto fixo seguro.

Esses sistemas asseguram que os colaboradores permaneçam protegidos durante suas operações e que o movimento deles fique limitado na medida certa, em áreas de risco de queda.

Treinamento e capacitação regular

O treinamento e a capacitação regular são essenciais para garantir que os colaboradores estejam familiarizados com os protocolos de segurança, os procedimentos corretos de trabalho em altura e o uso adequado de equipamentos de proteção individual.

Por meio de treinamentos frequentes, os colaboradores mantêm-se atualizados com as práticas de segurança mais recentes, aumentando sua conscientização sobre os riscos e garantindo a adoção de medidas preventivas adequadas.

Serviço especializado

Equipe treinada e certificada para execução segura de trabalho em altura

Recomendações para uma cultura de segurança

Recomendações para uma cultura de segurança

Promover uma cultura de segurança eficaz no trabalho em altura requer atenção a diversos aspectos cruciais. A capacitação constante é essencial para manter os colaboradores atualizados sobre práticas de segurança e protocolos de trabalho, permitindo que eles enfrentem desafios com confiança.

Além disso, a avaliação e a manutenção regulares do ambiente de trabalho são fundamentais para identificar e corrigir potenciais riscos, garantindo um ambiente mais seguro.

Desenvolver uma mentalidade de segurança entre os colaboradores também é crucial, por meio da incorporação dos princípios de segurança como parte integral de suas práticas diárias. Isso promove a responsabilidade individual e coletiva pela segurança no local de trabalho.

Por fim, uma comunicação clara e eficaz sobre os riscos e procedimentos reforça a conscientização e o engajamento, permitindo que todos compreendam os perigos e saibam como agir para prevenir acidentes. Ao abordar esses aspectos de forma abrangente, as organizações podem criar um ambiente de trabalho mais protegido, proporcionando a segurança e o bem-estar dos envolvidos.

Recomendação técnica

Realize a Análise de Risco (AR) antes de cada tarefa em altura, com participação ativa dos próprios colaboradores que executarão o serviço. A AR documentada é obrigatória pela NR-35 e reduz significativamente a probabilidade de acidentes por improvisação ou condições não previstas.

Estatísticas sobre acidentes relacionados ao trabalho em altura

Nos últimos anos, o Brasil registrou um preocupante crescimento no número de acidentes de trabalho. Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), iniciativa conjunta do Ministério Público do Trabalho e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Brasil, os registros em 2020 totalizaram 446.881 casos, enquanto em 2021 houve um aumento de 37%, totalizando 612.920 casos.

No que diz respeito a fatalidades, houve um crescimento de 36%, com 1.866 mortes registradas em 2020 e 2.538 em 2021. É importante ressaltar que esses números refletem apenas os casos envolvendo colaboradores com carteira assinada.

Quando aprofundamos isso para o trabalho em altura, conforme dados de estudo com base em informações do Ministério do Trabalho e da Revista Proteção, divulgados em 2022, as quedas de altura correspondem a aproximadamente 40% de todos os acidentes de trabalho registrados anualmente no Brasil.

A construção civil se destaca como o setor líder nesses incidentes, representando 65% dos casos. É alarmante o fato de que 74% das quedas na construção civil resultam em fatalidades, deixando que apenas 26% dos colaboradores envolvidos tenham chances de sobrevivência. A maioria dos sobreviventes enfrenta consequências duradouras, com sequelas significativas.

O estudo revela que 80% desses acidentes ocorrem devido à falta de uso de EPIs, enquanto os 20% restantes são atribuídos a falhas nos próprios EPIs. Adicionalmente, a pesquisa indica que a maioria dos acidentes ocorrem com colaboradores operando entre alturas de 3 e 9 metros.

Conclusão

Como vimos, os danos são grandes, tanto para a saúde das pessoas como dos negócios. Quedas, falhas de equipamentos, condições climáticas adversas e falta de treinamento adequado são apenas alguns dos desafios que podem comprometer a segurança e a saúde no local de trabalho.

Por isso, é crucial reconhecer a importância de prevenir tais riscos, por meio da implementação de medidas de segurança eficazes e da promoção de uma cultura de segurança proativa.

Investir em treinamento e capacitação contínuos, manter e avaliar regularmente o ambiente de trabalho, enfatizar o uso de equipamentos de proteção individual adequados e possibilitar uma comunicação aberta sobre riscos e procedimentos são aspectos fundamentais para garantir a segurança dos colaboradores em altura.

A prevenção eficaz é essencial para preservar a saúde e o bem-estar dos colaboradores, e para promover um ambiente de trabalho mais seguro e saudável em todos os setores.

Perguntas frequentes

O que caracteriza o trabalho em altura segundo a NR-35?
Pela NR-35, é considerado trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,0 metros do nível inferior, onde exista risco de queda. Essa definição se aplicá independentemente do setor de atuação, abrangendo construção civil, indústria, facilities e serviços públicos.
Quais EPIs são obrigatórios para trabalho em altura?
Os principais EPIs exigidos são: cinto de segurança tipo paraquedista, talabarte de segurança (simples ou duplo), capacete com jugular, calçado de segurança antiderrapante e, conforme a atividade, proteção auditiva e ocular. Todos devem possuir Certificado de Aprovação (CA) válido emitido pelo Ministério do Trabalho.
Com que frequência o treinamento de trabalho em altura deve ser renovado?
A NR-35 exige reciclagem periódica do treinamento, cujo intervalo máximo é definido pelo programa de segurança da empresa ou sempre que houver mudança nas condições de trabalho. Como prática recomendada pelo mercado, a reciclagem ocorre a cada dois anos ou quando o colaborador é realocado para atividade em altura diferente da habitual.
O que é a Análise de Risco (AR) e quando ela é necessária?
A Análise de Risco é um documento que identifica os perigos específicos da tarefa a ser realizada em altura, define as medidas de controle e é assinado pelos colaboradores envolvidos antes do início do serviço. A NR-35 a torná obrigatória para qualquer atividade em altura não rotineira, ou sempre que houver mudanças nas condições do ambiente.
Quando é obrigatório realizar Permissão de Trabalho (PT) em altura?
A Permissão de Trabalho é exigida pela NR-35 em atividades não rotineiras com potencial de risco grave, como trabalhos em locais confinados em altura, próximos a instalações elétricas energizadas ou em condições climáticas adversas. A PT documenta as autorizações, as medidas de controle e os responsáveis técnicos.
Quais são as principais causas de acidentes em trabalho em altura no Brasil?
Segundo estudo baseado em dados do Ministério do Trabalho e da Revista Proteção, 80% dos acidentes ocorrem por falta de uso de EPIs e 20% por falhas nos próprios equipamentos. A ausência de treinamento adequado, condições climáticas adversas e falta de inspeção de estruturas e equipamentos são fatores agravantes frequentes.
Como contratar um serviço especializado em trabalho em altura com segurança?
Exija da contratada: comprovação de treinamento NR-35 dos colaboradores com certificados válidos, registro dos EPIs utilizados com CA ativo, procedimentos documentados de Análise de Risco e Permissão de Trabalho, e histórico de conformidade com normas de segurança. Empresas certificadas pela ISO 45001 oferecem garantia adicional de gestão sistemática de segurança e saúde no trabalho.

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