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Manutenção em Altura: Entendendo os Desafios

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Manutenção em Altura: Entendendo os Desafios
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Imagine-se suspenso a dezenas de metros acima do solo, confiando apenas em um conjunto de equipamentos e sua própria habilidade para realizar manutenção em estruturas altas. Esse é o desafio enfrentado diariamente por profissionais da manutenção em altura.

Para termos a ideia de quão importante é tratar esse tema, conforme a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocorrem mais de 374 milhões de acidentes de trabalho a cada ano, sendo uma parcela significativa relacionada a trabalhos em altura. Além disso, estudos indicam que a falta de manutenção adequada em estruturas elevadas é uma das principais causas de falhas estruturais e colapsos, resultando em prejuízos econômicos e, o mais importante, em perdas humanas.

Antes de entrarmos nos desafios e esclarecermos as principais dúvidas, vale relembrar alguns conceitos.

Principais pontos deste conteúdo

  • A manutenção em altura abrange qualquer atividade acima de 2 metros com risco de queda, incluindo limpeza de fachadas, reparos em coberturas e manutenção de estruturas industriais.
  • A NR 35 é a norma que rege o trabalho em altura no Brasil e exige treinamento, capacitação periódica, uso de EPIs homologados e plano de resgate documentado antes do início de qualquer serviço.
  • O conjunto de EPIs obrigatórios inclui arnês ou cinto, dispositivos antiqueda, capacete, luvas, óculos de proteção, botas antiderrapantes, sistema de ancoragem e equipamentos de resgate.
  • Os riscos vão além da queda: condições climáticas adversas, instabilidade estrutural, espaços confinados, fadiga e risco de choque elétrico exigem planejamento rigoroso e equipe especializada.
  • Contar com uma empresa certificada e com colaboradores habilitados em NR 35 é o principal fator de diferenciação em segurança e qualidade nos serviços de manutenção em altura.

Tipos de trabalho em altura

Diferentes tipos de trabalho em altura, como limpeza de janelas, manutenção em fachadas e reparo estrutural.

Trabalhos em altura abrangem uma variedade de atividades realizadas em locais elevados.

Além dos serviços de manutenção em fachadas de prédio, como limpeza de vidros, reparo de revestimentos e pinturas, que estão entre as especialidades da Guima, existem inúmeros outros tipos.

De instalações industriais, torres, viadutos, até trabalhos em ambientes naturais e serviços de resgate, esses são apenas alguns exemplos dos tipos de trabalho em altura, que variam em complexidade e exigem habilidades específicas e medidas rigorosas de segurança para proteger os colaboradores e garantir a conclusão bem-sucedida das tarefas.

Definição

Trabalho em altura é toda atividade executada acima de 2 metros do nível inferior, onde exista risco de queda. A definição é estabelecida pela NR 35 e se aplicá tanto a ambientes internos quanto externos.

Normas Regulamentadoras (NR)

As Normas Regulamentadoras (NRs) são um conjunto de regras e diretrizes estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Brasil, visando promover a saúde, segurança e bem-estar dos colaboradores em diferentes ambientes e atividades laborais. No contexto do trabalho em altura, a NR 35 é de suma importância.

A NR 35, também conhecida como Norma Regulamentadora de Trabalho em Altura, foi criada especificamente para garantir a segurança e saúde dos colaboradores que realizam atividades em altura acima de 2 metros do nível inferior, onde haja risco de queda.

Sua importância reside em estabelecer requisitos mínimos de segurança, diretrizes claras e as responsabilidades dos envolvidos para garantir que os colaboradores estejam protegidos contra quedas e outros riscos relacionados.

Ao fornecer orientações específicas sobre procedimentos seguros, equipamentos de proteção individual (EPIs) e coletivos (EPCs), treinamento e capacitação, a NR 35 ajuda a prevenir acidentes graves e fatais relacionados ao trabalho em altura.

A norma também sistematiza a necessidade de treinamento adequado para os colaboradores envolvidos em atividades em altura, garantindo que estejam devidamente capacitados para identificar e lidar com os riscos associados. Isso aumenta a conscientização sobre segurança e ajuda a desenvolver uma cultura de prevenção de acidentes no local de trabalho.

Cuidados e prevenção de acidentes

Algumas medidas são fundamentais para os objetivos serem atingidos e a integridade de todos preservada.

  • Uso de equipamentos de proteção adequados, como cintos de segurança e dispositivos antiqueda, e calçados antiderrapantes. Também é importante que o capacete esteja devidamente ajustado e em boas condições.
  • Antes de iniciar o trabalho, o colaborador deve verificar se todos os equipamentos de segurança estão em boas condições e funcionando corretamente.
  • A área de trabalho em altura deve ser inspecionada para identificar possíveis riscos, como superfícies escorregadias ou objetos soltos.
  • É importante planejar as etapas do trabalho em altura, considerando os riscos envolvidos e estabelecer um plano de resgate em caso de emergência.
  • Os colaboradores devem ser orientados a estarem atentos ao ambiente e a não ignorar sinais de cansaço, tontura ou vertigem.

Leia tambémSegurança no trabalho em altura: quais são os riscos e como preveni-los?

Equipamentos de Segurança

Trabalhador usando cinto de segurança e capacete durante manutenção em altura.

Durante a manutenção em altura, é crucial o uso de equipamentos específicos, de alta qualidade, que estejam em boas condições de funcionamento e sejam utilizados corretamente. Entre eles estão:

  • Cinto de Segurança ou Arnês: Fundamental para prevenir quedas, é fixado ao corpo do colaborador e conectado a um ponto de ancoragem seguro, garantindo que a pessoa esteja protegida em caso de perda de equilíbrio ou queda.
  • Dispositivos Antiqueda: Dispositivos como talabartes e cordas de segurança são usados em conjunto com o cinto de segurança para evitar quedas e permitem ao colaborador movimentar-se com liberdade enquanto mantêm uma conexão segura com o ponto de ancoragem.
  • Capacete de Segurança: Esse equipamento protege a cabeça do colaborador contra impactos causados por objetos que possam cair de altura ou por colisões com estruturas durante o processo de trabalho. O capacete é essencial para prevenir lesões graves na cabeça.
  • Luvas de Proteção: São importantes para proteger as mãos do colaborador contra cortes, abrasões e queimaduras, além de proporcionar aderência durante o manuseio de equipamentos e materiais em altura.
  • Óculos de Proteção: Protegem os olhos do colaborador contra detritos, poeira, produtos químicos e outros perigos que possam estar presentes durante a manutenção em altura. São essenciais para prevenir lesões oculares.
  • Botas Antiderrapantes: Esses calçados proporcionam aderência e estabilidade ao colaborador, reduzindo o risco de escorregões e quedas em superfícies escorregadias ou instáveis durante o trabalho em altura.
  • Sistema de Ancoragem: Tratá-se de pontos fixos, como ancoragens permanentes ou temporárias, que fornecem suporte seguro para os dispositivos antiqueda. São essenciais para garantir que os colaboradores estejam sempre conectados a uma estruturá estável durante o trabalho em altura.
  • Equipamentos de Resgate: Em caso de emergência, é essencial ter equipamentos de resgate disponíveis para retirar um colaborador de uma situação perigosa em altura. Isso pode incluir sistemas de polias, cordas de resgate e kits de primeiros socorros.

Dica

Antes de cada turno, o colaborador deve realizar a inspeção visual de cada EPI: verifique costuras, fivelas, conectores e datas de validade. Equipamentos com qualquer sinal de desgaste devem ser substituídos imediatamente e nunca improvisados.

Riscos e desafios da profissão

Profissionais de manutenção em altura enfrentam uma série de desafios e riscos significativos em seu trabalho diário. Isso é fato.

Um dos maiores perigos é o risco de queda, que pode ocorrer devido a falhas nos equipamentos, erro humano ou condições ambientais adversas. Além disso, as condições climáticas, como ventos fortes, chuva e temperaturas extremas, representam um desafio adicional, aumentando o risco de acidentes e tornando o trabalho mais difícil.

A instabilidade estrutural das edificações onde trabalham também é uma preocupação constante, pois estruturas corroídas, desgastadas ou danificadas podem colapsar a qualquer momento. A necessidade de acesso a espaços confinados, como torres ou tanques, adiciona outro nível de complexidade e risco devido à falta de ventilação adequada e ao potencial de acumulação de gases perigosos.

Além disso, a fadiga física e mental devido ao esforço exigido pelo trabalho em altura, juntamente com a exposição prolongada ao sol ou ao frio, pode afetar a segurança dos colaboradores. O risco de choque elétrico ao trabalhar próximo a linhas de transmissão elétrica também é uma preocupação importante que requer precauções especiais.

Em caso de emergência ou acidente, o resgate em altura pode ser complexo e demorado, exigindo treinamento especializado e equipamentos adequados. Além disso, a comunicação clara e a coordenação eficaz entre os membros da equipe são essenciais para garantir a segurança de todos os envolvidos e evitar erros que possam resultar em acidentes graves.

Atenção

Condições climáticas adversas são causa frequente de acidentes em altura. Ventos acima de 42 km/h (força 6 na escala Beaufort) exigem a interrupção imediata dos serviços externos em fachadas e estruturas expostas.

Leia tambémRiscos do trabalho em altura: evitando acidentes

Trabalho em Altura

A Guima executá serviços em fachadas, coberturas e estruturas elevadas com equipes certificadas e total conformidade com a NR 35

Conclusão: a importância da manutenção em altura

Em suma, tratá-se de um tipo de trabalho de grande importância para a sociedade. Seja por estar presente em todos os setores, por sua complexidade e pelos riscos que representa.

Contar com uma equipe e uma empresa especializada são aspectos que fazem toda a diferença e garantem não somente resultados excepcionais, graças ao elevado grau de conhecimento, como a segurança de todos que trabalham e circulam pelos locais.

Perguntas frequentes

O que é trabalho em altura?
Trabalho em altura é toda atividade executada acima de 2 metros do nível inferior onde haja risco de queda. A definição é estabelecida pela NR 35 e se aplicá a ambientes internos e externos, incluindo fachadas, coberturas, torres e plataformas elevadas.
Quais são os principais tipos de trabalho em altura?
Os tipos mais comuns incluem manutenção e limpeza de fachadas, serviços em coberturas, instalações industriais em torres e viadutos, manutenção de sistemas de energia eólica e solar, serviços de resgate e salvamento e trabalhos em estruturas de construção civil.
Qual norma regulamenta o trabalho em altura no Brasil?
A NR 35, do Ministério do Trabalho e Emprego, é a norma específica para trabalho em altura. Ela define os requisitos mínimos de segurança, os equipamentos obrigatórios, as responsabilidades do empregador e do colaborador e os critérios de treinamento e capacitação.
Quais EPIs são obrigatórios para trabalho em altura?
Os EPIs essenciais incluem cinto de segurança ou arnês, dispositivos antiqueda (talabartes e cordas de segurança), capacete com jugular, luvas de proteção, óculos de proteção e botas antiderrapantes. O sistema de ancoragem e os equipamentos de resgate completam o conjunto obrigatório.
Quais são os principais riscos do trabalho em altura?
Os riscos incluem queda por falha de equipamento ou erro humano, condições climáticas adversas como ventos fortes e chuva, instabilidade estrutural das edificações, acesso a espaços confinados com risco de acúmulo de gases, fadiga física e mental, choque elétrico próximo a redes elétricas e dificuldade de resgate em emergências.
Quem trabalha em altura tem direito ao adicional de periculosidade?
Sim. Colaboradores que executam atividades em altura têm direito ao adicional de periculosidade, conforme a legislação trabalhista brasileira. A base de cálculo e as condições específicas são definidas por convenção coletiva da categoria ou acordo individual homologado.
Com que frequência deve ser feita a capacitação em NR 35?
A NR 35 exige capacitação inicial antes do início das atividades e reciclagem a cada dois anos. A reciclagem também é obrigatória sempre que houver mudança de procedimento, de equipamento ou após qualquer acidente ou incidente relacionado a trabalho em altura.
Como escolher uma empresa confiável para manutenção em altura?
Verifique se a empresa possui colaboradores com certificação NR 35 atualizada, se dispõe de equipamentos homologados e plano de resgate documentado, se tem histórico comprovado em serviços similares e se apresenta apólice de seguro de responsabilidade civil. Certificações ISO 9001 e ISO 45001 são indicadores adicionais de gestão estruturada de qualidade e segurança.

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